© 2018 por Ana Altman

Agosto de 2018

Selecionadas para a 1ª CBAC - Curitiba 2018

Ficamos muito animadas pelo convite em participar da 1ª CBAC (Conferência Brasileira de Aprendizagem Criativa), a ser realizada entre 26 a 28 de setembro de 2018 em Curitiba. A organização destaca a contribuição de nosso "PROJETO PONTA PÉ" - Aprendizagem Criativa nas Aulas Vagas", proposta a ser apresentada em uma mesa redonda de referência sobre o assunto. Para mais informações, clique aqui.

Abril de 2018

Vídeo: alunos transformam Escolas Estaduais

O Instituto Catalisador, em parceria com o Instituto MRV, realiza o Projeto Pontapé em duas escolas estaduais de Pirituba. Os alunos colocaram a mão na massa e utilizaram a aprendizagem criativa para transformar a realidade de diversos ambientes nas escolas. Assista ao vídeo e confira!

Julho de 2018

Catalisadoras trocam experiências em Harvard (EUA)
 

Rita Junqueira de Camargo e Simone Kubric Lederman, junto com parceiros entusiasmados (Paola Ricci, Rui Zanchetta, Carmen Sforza, Julia Andrade), realizaram um ciclo de 10 oficinas de "Invenções e Criatividade" com com estudantes do Fundamental II da Escola Estadual Maximiliano Pereira dos Santos, no espaço da Casa de Makers, em São Paulo. Com muita mão na massa, exploraram a abordagem AGENCY BY DESIGN, apresentada pelo PROJECT ZERO da Harvard Graduate School of Education, oferecida pela participação no curso Teaching and Learning in the Maker Centered Classroom. Ao final, ambas visitaram o PROJECT ZERO CLASSROOM 2018 em Harvard e puderam compartilhar vivências com outros educadores dos mais diferentes lugares e contextos do mundo, ampliando ainda mais a comunidade de aprendizagem.

Março de 2018

Catalisadoras no FIC 2018 :)

Estivemos no Festival de Invenção e Criatividade (FIC 2018), realizado na Poli-USP, em parceria com a Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa. Na ocasião, oferecemos oficinas de introdução para diversos grupos, como as alunas do único curso de magistério público da cidade de São Paulo, os novos "Creative Learning Fellows" brasileiros do MIT Media Lab (com a presença da coordenadora Anne Valente) e ainda professores da rede pública e de escolas privadas de vários estados do Brasil.

Veja mais em: http://www.ficmaker.org.br/2018/

Março de 2018

Resultados do Desafio da

Aprendizagem Criativa 2018

O Instituto Catalisador parabeniza os 12 escollhidos para receber a Creative Learning Fellowship oferecida pelo Desafio Aprendizagem Criativa Brasil 2018! As catalisadoras Rita Junqueira De Camargo, Paola Ricci e Simone Kubric Lederman são "Creative Learning Fellows" do MIT Media Lab desde 2015 e participaram do grupo de avaliadores independentes envolvido no processo seletivo das 213 propostas submetidas. Confira o resultado deste desafio que irá impulsionar projetos criativos e muito relevantes ao redor do nosso país!

 

FONTE: https://www.media.mit.edu/posts/resultado-do-desafio-aprendizagem-criativa-brasil-2018/

Fevereiro de 2018

Campus Party ficou mais verde neste ano

Participamos do principal evento tecnológico do Brasil. A nossa maratona de atividades passou pela montagem de um "Cantinho Mão na Massa" (foto), oferta de oficinas para educadores e palestras ao público da área aberta. Agradecimentos pela coordenação da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa e do MIT Media Lab.  “ÔÔÔÔ!

Janeiro de 2018

Catalisador na Fundação Telefônica:

"Faça você mesmo na sala de aula"

Fomos entrevistadas sobre como trabalhar com atividades Mão na Massa em escolas que não tem um espaço Maker. Conheça o texto que saiu sobre nossas soluções criativas do Projeto Pontapé em escolas públicas (apoio MRV)

"Cultura Maker: escolas põem a mão na massa com poucos recursos"

Com criatividade, colégios públicos estimulam protagonismo de alunos

e incorporam o “faça você mesmo” ao processo de aprendizagem

 

 

 

 

Construir, consertar, modificar e fabricar os mais diversos tipos de objetos e projetos com as próprias mãos. O conceito do “faça você mesmo” existe desde a década de 50, mas com o advento da tecnologia digital e um acesso mais fácil a ferramentas antes destinadas a indústrias ou profissionais do ramo, a cultura maker vem conquistando cada vez mais adeptos no país.

No campo da educação, o movimento maker começou a ganhar espaço como uma prática para tornar o processo de ensino-aprendizagem mais criativo e envolvente. E se em algumas escolas particulares já existem laboratórios bem estruturados, em outras instituições nem sempre é possível contar um espaço exclusivo para os alunos colocarem a mão na massa.

Diante desse desafio, quais seriam os caminhos para introduzir a cultura maker em uma escola com poucos recursos à disposição?

Além do laboratório

As responsáveis pelo Instituto Catalisador, Simone Lederman e Rita de Camargo, acreditam que o primeiro passo é desmistificar a ideia de que a cultura maker só acontece dentro dos laboratórios com equipamentos de última geração. O Instituto é uma organização da sociedade civil que une profissionais de diferentes áreas interessados em trabalhar as transformações na educação, por meio dos princípios da aprendizagem criativa, unindo ciência e cultura com uma filosofia “mão na massa”.

“Ter um laboratório viabiliza muita coisa, mas não é condição necessária para a prática acontecer. É possível fazer coisas incríveis com arame, palito ou papelão e qualquer lugar da escola pode virar um espaço maker”, afirmam.

As educadoras citam como exemplo o desafio de implementar atividades “mão na massa” em duas escolas públicas de São Paulo: a Escola Estadual Silvio Xavier e a Escola Estadual Carlos Lacerda, localizadas no bairro de Pirituba, na zona norte da cidade.

O Projeto Pontapé, realizado em parceria com o Instituto MRV, que ajudou a viabilizar a iniciativa, propôs intervenções para melhorar espaços coletivos da escola, após ouvir educadores e estudantes. Dentre as ações realizadas em 2017, as escolas tiveram a revitalização da quadra, pintura de muros, produção de uma horta e até a construção de um palco, idealizado e colocado de pé pelos alunos.

“Em um primeiro momento a sala de aula virou o espaço para geração de ideias. Aos poucos, fomos encorajando os alunos a colocarem as ideias no papel, trabalhar projetos tridimensionais e depois participar de todo projeto de execução e montagem. Ter algo construído para a escola e pelos próprios alunos também é movimento maker”, acredita Rita.

“Transformamos um espaço abandonado em um lugar aproveitável. Eu ajudei a limpar e fiz os cartazes de conscientização. Agora temos um lugar que todos cuidam”, comenta uma das alunas da Escola Carlos Lacerda. 

Para os alunos da Escola Silvio Xavier, as atividades estimularam o trabalho em equipe e a autoconfiança. “Aprendemos a fazer coisas novas e a realizar ideias que tínhamos vontade. Não achávamos que seríamos capazes”, diz um deles.

Caminhos possíveis
O aumento de iniciativas “mão na massa” no país indica que a cultura maker está sendo incorporada no cotidiano das escolas e, aos poucos, considerada como um recurso de aprendizagem que pode ajudar no desenvolvimento de competências socioemocionais dos alunos, como pensamento crítico e autonomia.

Mas para além da mudança de mentalidade, que começa a transformar os ambientes educacionais, as educadoras indicam a realização de parcerias entre escolas e outros locais ou instituições como uma alternativa para a falta de recursos próprios.

“Os laboratórios e espaços makers podem ser grandes aliados. O fato de estarem próximos da comunidade estimula o conceito de espaços educativos além da escola, trazendo um elemento contemporâneo e uma troca muito bacana”, diz Simone.

Rita sugere também um olhar para os “makers da cidade”, pessoas que praticam atividades mão na massa no dia a dia de suas profissões, como costureiros, padeiros e marceneiros.

Rita e Simone reconhecem a importância de incentivar a tecnologia digital na educação, mas sem deixar de lado outros caminhos que podem ser trabalhados em conjunto.

“O mais importante é compreender o movimento maker como uma postura que alia cultura tradicional e tecnologia digital, valoriza o protagonismo do estudante e a construção de soluções e objetos reais que sejam significativos e compartilháveis”, concluem.

FONTE: http://fundacaotelefonica.org.br/noticias/cultura-maker-escolas-poem-a-mao-na-massa-com-poucos-recursos/

Projeto Pontapé conclui seu primeiro ano de trabalho 

 

 

Com o desafio de implementar práticas mão na massa inspiradas na Aprendizagem Criativa e no Construcionismo em duas escolas estaduais na região de Pirituba (EE Jornalista Carlos Frederico Werneck Lacerda e EE Silvio Xavier Antunes, indicadas pela DE Norte1)  o Instituto Catalisador propôs o projeto Pontapé - Espaços Catalisadores, com o apoio do Instituto MRV.

 

Compreendendo o Movimento Maker no campo da Educação como uma postura de investigação, invenção, construção, colaboração e compartilhamento que alia cultura tradicional e tecnologia digital, valoriza o protagonismo do estudante e a construção de soluções e objetos reais que sejam significativos e compartilháveis, o Instituto Catalisador trabalhou durante um ano com alunos do fundamental II com projetos sustentados pelos 4 pilares da Aprendizagem Criativa - Projetos, Parceria, Paixão e Pensar Brincando, uma abordagem potente para o engajamento de toda a comunidade escolar aos processos educativos.

 

Enxergamos o Espaço Catalisador como um ambiente voltado para a criação e para a criatividade, onde a aprendizagem é instigada a acontecer movida pelo interesse genuíno de implementação de projetos reais que partem de necessidades e desejos do grupo. Entendemos por “espaço” a abertura de brechas nos contextos formais e não formais de ensino e aprendizagem que acontecem no território, no tempo e na organização das atividades escolares.

Depois de um primeiro semestre de sensibilização mão na massa dos educadores quanto aos potenciais da Aprendizagem Criativa, de uma escuta ativa e sensível tanto dos educadores quanto dos alunos de quais eram os sonhos para suas escolas, propusemos 4 projetos para cada escola para desenvolvermos em parceria com educadores e alunos. Muros da Rampa, Cantinho da Natureza, Área da Pedra e Sala Ambiente de História na EE Silvio Xavier. Revitalização da Quadra, Espaço de Convivência, Palco e Horta da EE Carlos Lacerda.

Presente ativamente no dia a dia das escolas, vivenciando a complexidade que é o rotina dessas duas escolas estaduais, fomos aos poucos nos aproximando dos alunos e educadores. Dando sentido aos nossos encontros, um espaço onde os alunos eram ouvidos, fomos tornando visíveis suas ideias, encorajando-os a colocá-las em palavras e construções tridimensionais.

Após um ano intenso, repleto de desafios, ao fazermos a avaliação do projeto com os alunos ficamos realizados aos perceber que o nosso objetivo inicial de fomentar práticas de Aprendizagem Criativa Mão na Massa instigando cultura maker no cotidiano escolar, potencializando transformação pessoal e coletiva no entorno do Espaço Catalisador havia sido atingido. Ao escutar dos alunos que o projeto havia proporcionado um trabalho em equipe pela primeira vez na escola, que pela primeira vez tinham pensado em fazer algo bom e coletivo para aquele espaço, que nos nossos encontros eram respeitados e ouvidos, e que havíamos construído algo que partiu do interesse deles e ficaria para todos na escola, percebemos que os 4 Ps da Aprendizagem Criativa: Parcerias, Paixões, Projetos e o Pensar Brincando estiveram sempre presentes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Catalisador organiza viagem a iniciativas transformadoras nos EUA

Tudo começou quando Rita, Paola e Simone tiveram seu trabalho sobre um projeto desenvolvido junto a escolas municipais e Fab Labs Livres na cidade de São Paulo (https://vimeo.com/199445250) aceito para integrar uma mesa redonda no Fab Learn, congresso na Faculdade de Educação de Stanford que discute tecnologia e mão na massa dentro da escola.

Com o intuito de trocar experiências e agregar interessados, as catalisadoras resolveram organizar uma viagem que contasse com a participação de mais educadores , com um roteiro diverso, buscando conhecer escolas públicas, particulares, universidades e museus.

Uma semana antes de embarcarem convidaram os dez educadores inscritos para se conhecerem. Conversas e mão na massa fizeram parte desse primeiro encontro.

No dia 16 de outubro eles embarcaram para a região de São Francisco e Palo Alto.

No primeiro dia visitaram o Hackerspace Noise Bridge. Hackerspaces são laboratórios de produção coletiva que tem como princípio democratizar a informação, trabalhar em coletivo para utilizar a tecnologia a favor do ser humano. Lá encontraram com o J., como ele próprio se identifica, um cientista da computação que desde de pequeno curtia circuitos elétricos e uma boa gambiarra. O educador começou a frequentar o Noisebridge quando foi morar em São Francisco e quando se deu conta estava dando várias oficinas, frequentadas por adultos, crianças, profissionais da área e curiosos. As crianças se envolviam muito com as aulas e os projetos propostos; os professores dessas crianças ficaram curiosos para saber o que acontecia ali, passaram a frequentar também as aulas e quando J. se deu conta já estava dentro de algumas escolas públicas da região de Oakland, hackeando a grade curricular. Com o lema de que para ser um bom educador é preciso estar movido a paixão e ser honesto consigo mesmo, J. vai transformando a vida das pessoas que passam por ele.

O encontro no Noise Bridge proporcionou uma conversa sobre vivências, cultura maker e ética hacker na educação,que privilegia o “fazer” e compartilhar o conhecimento.Ficaram todos encantados ao ver J. como um educador apaixonado e perceber os 4 Ps da Aprendizagem Criativa tão presente na sua fala: Projetos, Parcerias, Paixão e Pensar Brincando.

Logo depois foi a vez de conhecer a Singularity University que fica dentro do complexo da NASA Research Park no Vale do Silício. A visita rendeu uma apresentação sobre tecnologias exponenciais e pensamento exponencial. A discussão foi acerca de como as tecnologias que produzem informações exponenciais,vão influenciar na maneira de pensar do ser humano, que atualmente possui pensamento linear.
 

No dia seguinte a visita iniciou na Alt School em Yerba Buena, parte de uma rede de “escolas laboratório” que visa o desenvolvimento integral dos estudantes. A Alt School iniciou suas atividades há quatro anos com uma aplicação de capital inicial milionário de fundo investimentos voltados para educação. Com um objetivo final de desenvolverem uma plataforma para um acompanhamento personalizado de cada aluno, um portfólio de projetos e avaliações continuadas que são alimentadas pelos próprios educandos e educadores, e compartilhadas com as famílias. Para aprimorarem a plataforma existem, atualmente, sete escolas piloto nos EUA. Essa ferramenta, cuidadosamente desenvolvida, já está sendo comercializada em pequena escala para outras escolas. O intuito é em alguns anos ampliar a comercialização da plataforma para que a tecnologia criada possa revolucionar o aprendizado. Ficou a dúvida de como, ao escalar, irão fazer a formação de educadores para que a plataforma tenha o efeito desejado, já que ela por si só não equaciona todas as dimensões envolvidas em um processo educacional integral, não substituindo a presença de professores bem preparados.

   

Saindo da escola inspiradora, visitaram o Tinkering Studio que é um espaço de brincadeiras e invenções dentro do Exploratorium Museum em São Francisco.  O espaço é perfeito para desenvolver a criatividade e o espírito coletivo das crianças, jovens e adultos.

O que começou com uma pequena mesa de atividades no museu há 10 anos atrás, hoje é o coração do lugar, com publicações próprias, capítulos de livros, cursos para educadores mundo a fora, compartilhando a potência do tinkering,  esse pensar com os dedos que eles vêem acontecer diariamente e que traz tanto aprendizado.

A quinta feira foi dedicada a ida à D school, que é um departamento dentro da Universidade de Stanford que reúne alunos de diferentes áreas e  tem o objetivo de ensinar o Design Thinking para solucionar problemas reais. Dentro do departamento existe o K-12 Lab Network que é um grupo de consultoria que usa o design thinking para resolver problemas reais da educação. O grupo participou ativamente das discussões acerca da mudança de estruturas educacionais.

 

A Lighthouse Community School, escola pública localizada em Oakland, cidade na periferia de São Francisco, surpreendeu a todos. Com participação ativa da comunidade de pais, a escola transforma a vida de seus alunos. Sentiram a cultura maker impregnada em toda a escola, não apenas no seu incrível Creativity Lab, mas em cada sala de aula e nos próprios corredores da escola. Essa combinação: comprometimento dos educadores + engajamento dos alunos + participação das famílias no dia a dia da escola refletiu em números, atualmente 95% dos alunos, muitos hispânicos, passam nas universidade assim que saem da escola, contrastando com a média de 18% das outras escolas públicas do município de Oakland. Lá puderam entender um pouco melhor sobre as Charters Schools, essa polêmica parceria público/privada que é tão presente e questionada nos EUA. Com verba do governo, Associações Civis podem ter a gestão de escolas com autonomia financeira, pedagógica e ideológica. Na Lighthouse tiveram a oportunidade de ver um exemplo de sucesso de uma Charter School, o que nem sempre é uma realidade.

 

Na sexta-feira uma visita que não estava no roteiro aconteceu e surpreendeu o grupo. O Institute of the Future foi um momento inspirador, o integrante Mike Zukerman contou sobre seu trabalho de implantar espaços makers em campos de refugiados, a fim de incentivar a reconstrução das vidas, casas e espaços. Toda a conversa serviu de incentivo e reflexão a respeito do movimento maker.

Por fim, no sábado, teve início a Fab Learn Conference na Universidade de Stanford,  onde o grupo pôde assistir palestras, discussões e relatos instigantes sobre o uso de tecnologia e de projetos mão na massa no mundo da educação. No domingo chegou o momento de compartilhamento das catalisadoras em mesa temática sobre “parceria”. Elas apresentaram sua experiência com o projeto “Aprendizagem Criativa Mão na Massa por uma Cidade Educadora” (colocar o link para o projeto no nosso site), projeto financiado pela 1ª Chamada Pública do Instituto MRV, na qual desenvolveram uma parceria com escolas municipais próximas a três Fab Labs Livres da cidade de São Paulo. Foi uma troca muito produtiva com os participantes, onde tiveram a oportunidade de compartilhar a importância da criação de comunidades de aprendizagem em espaços públicos, como acontece nos Fab Labs Livres de SP, onde pessoas (crianças e adultos) de diferentes contextos se engajam em projetos de criação coletiva criando soluções para problemas e sonhos compartilhados.

A viagem catalisadora foi uma experiência incrível devido à participação ativa do grupo de educadores engajados e comprometidos com a educação no Brasil, e reuniu uma diversidade de experiências transformadoras.

 

Saiba mais:

https://www.altschool.com

 

https://tinkering.exploratorium.edu

https://www.exploratorium.edu

https://www.noisebridge.net

https://dschool.stanford.edu/programs/k12-lab-network

http://stanford2017.fablearn.org.

Nóvoa rediscute os desafios da Escola Nova em SP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O professor português António Nóvoa veio mais uma vez ao Brasil para contribuir com as discussões sobre o cenário educacional. Reitor honorário da Universidade de Lisboa, pesquisador, professor-doutor, tem obras marcadas pelo tema formação de professores e política educativas.

 

A palestra, organizada pela escola Vera Cruz em setembro de 2017, marcou a comemoração do Dia do Educador com o tema A metamorfose da escola. Na ocasião, o Instituto Catalisador esteve presente e convidou educadores e diretores das escolas públicas envolvidas no “Projeto Pontapé”: E.E. Silvio Xavier e E.E. Carlos Lacerda.

 

O evento, dividido em dois momentos, começou com a retomada dos desafios da Escola Nova. Em seguida, tratou da atitude do professor no contexto contemporâneo.

 

O encontro foi movido pela pergunta: Como fazer a metamorfose? Para o pesquisador é fundamental ter referência, base e história para conceber das pequenas às grandes revoluções. Nenhuma revolução acontece de repente, portanto é necessário ter um bom alicerce.

 

Baseando-se em uma bibliografia rica (“Transformons L’ecole” de Add Ferriere, “Begriff der arbeitsschule” de George Kerschensteiner, “L’ecole active” de Add Ferriere, “Democrary and education” de John Dewey) - apresentou pontos aos quais a escola deve se ater, notadamente: propiciar autonomia, estimular o aluno a ser ativo, mostrar a importância do trabalho/colocar a mão na massa, e espaço para  transformar a ação cidadã.

 

Para o palestrante, a escola do futuro é aquela que trabalha com projetos e não com disciplinas, a mudança de paradigma é necessária para que a instituição se atualize ao mundo do século XXI.

 

Ao fim, Nóvoa discorreu sobre a importância da posição do educador. Para ele é necessário ser um profissional que pesquisa suas ações, se posiciona politicamente, socialmente e profissionalmente.

 

Para Rita Junqueira, uma das fundadoras do Catalisador, a relevância da palestra  confirma as práticas do Instituto: “A fala de Nóvoa foi muito importante para o Catalisador. O que nós fazemos já tem uma base, uma história e já existe na literatura. Ele reforça isso para a gente quando discorre sobre o incentivo à criação, à arte e à ciência como uma forma de investigação, pesquisa e aprendizado. Outro momento que contemplou nossas práticas foi quando explicita o conceito de cidade educadora, com cidadania, trabalho e participação. Ao falar sobre o novo contrato social em que escola e sociedade estão envolvidos, evidencia que a escola deve transbordar para fora do seu espaço, e acreditamos que podemos contribuir para a criação desse ambiente escolar. Essa palestra é um endosso muito consistente. Percebemos que nossa prática não é uma militância rasa, slogan ou modismo, faz parte de estudos densos sobre educação contemporânea.”, conclui.

 

Segundo Nóvoa, a escola atual é um espaço de vivência, remodelado pedagogicamente e adaptado  ao nosso tempo.

 

Saiba mais aqui:
 

Comentário para Instituto Ayrton Senna

https://www.youtube.com/watch?v=rp9ILAccfyQ

 

Entrevista para a Unicamp

http://www.scielo.br/pdf/es/v33n119/a16v33n119.pdf

 

Entrevista na revista Carta Educação

http://www.cartaeducacao.com.br/reportagens/se-fosse-brasileiro-estaria-indignado-com-a-situacao-da-educacao/