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De passinho em passinho

O engajamento foi excelente e todos os grupos se empenharam para criar uma coreografia legal. Os estudantes entenderam bem melhor o conceito de programação depois da apresentação final, quando perceberam que não tinham sido específicos o suficiente nas instruções. As danças foram bem variadas e foi muito divertido!

Autoria

Franciele Gomes e Simone Lederman

Contexto

Escola pública

Idade dos participantes

Estudantes do 2° e do 3º ano do Ensino Fundamental

Motivações

- Ampliar repertório sobre novas temáticas/assuntos
- Desenvolver a colaboração/trabalho em grupo
- Diversificar propostas na sala de aula
- Explorar materiais e ferramentas
- Realizar oficinas de leitura e escrita

Componente curricular

Educação Física
Língua Portuguesa
Projeto Interdisciplinar
Tecnologia

Competências Gerais da BNCC

Pensamento científico, crítico e criativo
Repertório cultural
Comunicação
Cultura digital
Argumentação
Empatia e cooperação

Roda de Leitura

Queríamos apresentar aos estudantes o conceito de programação por meio das Rodas de Invenções e da chamada programação desplugada. A proposta era utilizar a dança para explorar o pensamento computacional sem o uso de computadores, convidando os alunos a criarem e registrarem comandos — neste caso, passos de dança — que os colegas deveriam executar.

Escolhemos o livro De passinho em passinho, de :contentReference[oaicite:0]{index=0} (Editora Companhia das Letrinhas), como leitura disparadora porque ele convida o leitor a conhecer o Passinho, uma expressão cultural vibrante das periferias cariocas.

Ao apresentar essa dança, que mistura influências do funk, da capoeira, do samba e do frevo, o autor constrói uma narrativa sobre identidade, pertencimento e potência criativa. Essa perspectiva dialoga diretamente com a proposta da atividade, já que o livro utiliza o movimento como metáfora para colocar sonhos em ação — algo que, para nós, também se relaciona com a aprendizagem de novas linguagens, como a programação.

Roda Mão na Massa

Provocação

Depois da leitura, partimos para a proposta de programação desplugada com a seguinte provocação: “Vocês já pararam para pensar que dançar é seguir uma lista de instruções? Que tal criarmos uma curta coreografia para que a sala inteira dance seguindo nossos comandos?”. Dividimos a turma em grupos e colocamos a música “Base de Funk com Melodia Instrumental - Batida de Funk”, do DJ Tex. (https://www.youtube.com/watch?v=SADhTIoHRdA)

Cada grupo recebeu uma prancheta com lápis e borracha para registrar os passos, organizar a sequência dos movimentos e testar a “programação” criada. Os estudantes tiveram cerca de 50 minutos para experimentar diferentes combinações, ensaiar entre si e escrever as instruções que deveriam ser seguidas pelos colegas durante a dança.

Pergunta para nortear a produção: Será que minhas instruções estão claras? O que não está funcionando? Por quê? Como deixo a instrução o mais clara possível para que meus amigos não “errem” a coreografia?

Uso do kit Catalisador Rodas de Invenções e outros materiais.

Não usamos o kit porque nessa Roda o momento mão na massa era o da criação da coreografia e a escrita dos comandos.

Os materiais utilizados foram:

Roda de Narrativas

Estratégia de compartilhamento

No momento do compartilhamento é que a proposta ganhou mais sentido. Em vez de cada grupo simplesmente apresentar sua própria coreografia, os estudantes assumiram o papel de “programadores” da dança: cada grupo lia em voz alta as instruções que havia criado, enquanto o restante da turma tentava executar os movimentos seguindo exatamente a sequência indicada.

Gostaria de compartilhar conosco alguma narrativa que surgiu?

A atividade gerou momentos divertidos e também muitos aprendizados, já que as crianças perceberam, na prática, como a clareza e a ordem dos comandos fazem diferença para que uma programação funcione corretamente. Perceberam que se não detalham bem os movimentos, eles não saem como gostariam.

O que faria diferente numa próxima?

Buscaria uma música um pouco mais longa e variada, ficou um pouco cansativo ouvir a mesma batida por 50 minutos!

Como foi a participação dos estudantes?

O engajamento geral dos grupos foi excelente: todos se empolgaram, pensaram nas coreografias, testaram entre eles e queriam que testássemos também. Se dedicaram na escrita e a professora gostou tanto que ficou com as fichas para ir trabalhando nelas: pensando melhorias para que as instruções ficassem mais claras e fossem reescritas.

O que você acha que eles aprenderam/desenvolveram a partir dessa proposta?

Acho que a proposta possibilitou o desenvolvimento de diferentes aprendizagens ao mesmo tempo. As crianças puderam compreender, de maneira concreta e divertida, conceitos ligados ao pensamento computacional, como sequência lógica, organização de comandos, clareza nas instruções e testes para identificar o que funcionava ou precisava ser ajustado. Além disso, a atividade mobilizou criatividade, expressão corporal, escuta, colaboração e comunicação oral, já que os grupos precisaram negociar ideias, criar coletivamente e pensar em formas claras de orientar os colegas. E também exercitaram a escrita, ao escreverem os comandos na ficha.

Se inspirou com essa prática?

Conheça mais do projeto e compartilhe para fazer parte da nossa comunidade!

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